Quero:
Adicionar um artigo
Ver meus artigos
Ver meu perfil
Mudar meu perfil
Quick search
Eventos RSS feed
Não há anúncios de eventos neste momento
Novos usuários with photo RSS feed
Tom Coelho
Tom Coelho 
Lyrix Desenvolvimento Humano 
Educador, escritor e conferencista. 
Jucimara Sampaio
Jucimara Sampaio 
J.S.Sampaio 
 
João Mendes
João Mendes 
 
 
Publicação
Blog estático /artigo
Categories » Administração » Negócios » Área de Negócios
Orientador Educacional.
Ciências da Educação
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008 - Meu propósito aqui é sugerir o modo como essa atividade poderia se concretizar, o tom convocatório do título é por pensar que uma orientação firme no sentido moral, psicológico e cívico, nunca foi tão urgente para a juventude como nos dias atuais. Desde l942 as leis brasileiras fazem obrigatória a orientação educacional nas escolas. Na maior parte dos casos, os orientadores educacionais são consultores para a Direção e interlocutores entre os pais, o aluno e a escola.


Este Artigo é protegido pela Lei de Direitos Autorais - LEI Nº 9.610, DE 19 de fevereiro de 1998, e pelos tratados e convenções internacionais.

F.Alexandre Portela Barbosa.
Ms. Ciências da Educação.
Ms. Gestión y Auditorías Ambientales.


O ORIENTADOR EDUCACIONAL :   Sempre pensei que o Orientador Educacional poderia fazer muito pela formação da personalidade do aluno se ele se reservasse tempo para uma atividade educativa transmitindo conhecimentos indispensáveis a essa formação.

Disciplinam o estudante, reúnem-se, e discutem problemas didáticos e disciplinares com os professores e os pais do aluno, aplicam e interpretam testes padronizados, promovem eventos que estimulam o relacionamento interpessoal, e aconselham o encaminhamento a psicólogos e psiquiatras dos casos de desvios mais complexos. A idéia é que essa atividade se estendesse um pouco mais, ou se dividisse em duas especialidades atuando conjuntamente, para que houvesse espaço para a atividade educativa aqui proposta.


A atuação educativa do Orientador, ou da Orientadora, consistiria no que chamo Formação Comportamental. Esta não seria propriamente uma disciplina a ser ensinada, mas uma atividade incluindo palestras, teatro pedagógico, visitas educativas, redação de textos, ou que outros instrumentos o Orientador descobrisse como úteis para passar ensinamentos de Psicologia Social, Psicofisiologia, Moral, responsabilidade social, e o mais que julgasse útil à saúde e felicidade pessoal do aluno, e à sua boa integração social. A atividade seria integrada ao Ensino Fundamental (antigo Primeiro Grau) e Ensino médio (antigo Segundo Grau).


É importante que a Formação Comportamental tenha caráter de atividade aberta, sem o conteúdo programático fixo de uma disciplina. Assim se evitaria que despertasse antagonismos e contestações, ou se alegasse ser limitadora da liberdade individual, ou representar essa ou aquela corrente de pensamento, uma reação que seria semelhante à oposição que despertou o ensino da disciplina "Moral e Cívica" no passado. Não portaria avaliações, pois o aluno mais velho não gostaria de ser avaliado e receber menção em uma matéria que ele entenderia ser de sua livre aceitação, porém a sua sistematização prática definiria seu caráter pedagógico de "orientação educacional", e evitaria que fosse tomada como simples aconselhamento.


Apresentada a proposta, quero torná-la mais clara particularizando alguns tópicos que integrariam a preparação do Orientador Educacional, a fim de se preparar para a atividade Formação Comportamental, o Orientador teria, incluída nos estudos da sua especialização, uma nova disciplina, que chamo tentativamente Pedagogia Comportamental. Essa disciplina reuniria postulados de Psicologia e Psicofisiologia; Higiene, Responsabilidade Ecológica, Boas-maneiras e Etiqueta, debaixo de uma orientação ética para valores humanos fundamentais, e itens metodológicos como noções de teatro pedagógico, contratação de serviços, etc.

Desde a época em que cursei o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, me pareceu que um curso de Psicologia na escola seria de grande proveito para a formação dos jovens, para orientá-los no relacionamento com os colegas, em vencer a timidez, na escolha da profissão, e no lidar com todo tipo dos problemas mais comuns da infância e da adolescência.

Geralmente o Orientador educacional no Brasil é formado em Pedagogia ou Ciências da Educação, com disciplinas de Psicologia. Orientadores que conheci seguiam em geral a abordagem "rogeriana", baseada em Carl Ransom Rogers, então um psicólogo influente, para quem era importante a qualidade do relacionamento pessoal entre o aluno, o professor e o Orientador, que deveria ser caloroso, genuíno e cheio de simpatia. Alguns, porém, preferiam uma densa abordagem psicanalítica, seguindo ortodoxamente a Freud, enquanto outros seguiam a linha adleriana (baseada em Alfred Adler), e outros ainda eram comportamentalistas (o behaviorismo de Burrhus Skinner). Posteriormente a Análise Transacional tornou-se também objeto de interesse, porém com menos proeminência que as linhas clássicas citadas.


Família. Parece-me merecedora de destaque, por ser de grande influência sobre a personalidade do aluno, a problemática do relacionamento familiar, hoje considerada um campo específico da psicologia social. Talvez nesse item o Teatro pedagógico pudesse ser útil na análise e crítica dos ambientes e dos relacionamentos, pois seria relativamente fácil criar enredos educativos para peças que pusessem em evidência as distorções que trazem sofrimento no seio da família e gravar na mente das crianças e dos jovens paradigmas de vida familiar em que essas distorções sejam corrigidas.

Psicofisiologia. O desenvolvimento da Psicofisiologia, da Psicofarmacologia e da Neurologia em geral. Hoje aí está um conhecimento sempre crescente da mente humana, que além de haver dado novos rumos à psicoterapia, é também bastante capaz de dar a uma pessoa a compreensão e até uma independência em relação a certas forças radicadas na química e nas estruturas cerebrais, que atuam sobre a vontade e podem levar o seu comportamento a contrariar suas aspirações e seus ideais.

Esse conhecimento, ainda que superficial, será útil na compreensão de certos quadros muito comuns como o da ansiedade, depressão, hipocondria, irritabilidade, e outros que resultam de condições neurofisiológicas hoje melhores conhecidas e medicadas.
Com respeito a esse item, me parece importante negar, com base nos achados da própria Psicofisiologia, o determinismo aparentemente implícito nas revelações científicas.

Civilidade. Atentar para os valores éticos não pode, em meu entender, resumir-se à preocupação moral. A Ética é mais abrangente que a Moral, e por isso existem na ética valores outros, além dos valores propriamente morais. O respeito aos sentimentos alheios e a busca de criar bem-estar e felicidade no relacionamento interpessoal estão entre eles. Portanto, a este campo ético que está fora da Moral considero que pertença Boas Maneiras ou Civilidade, cujas noções precisam integrar, também, a Formação Comportamental.


Noção de valores. Os valores morais estariam dados pela educação doméstica e religiosa, as noções de valores dos estudantes poderiam ser considerados uma intromissão indesejável. A formação individual para o bom e o correto viria do lar e da igreja, e apenas precisaria ser complementada com os elementos de psicologia, na escola.

Porém, as dificuldades dos estudantes são radicadas, na sua maior parte, em seu ambiente doméstico, onde a criança e o jovem estão sujeitos a toda sorte de problemas que podem proceder da condição de pobreza, da má alimentação, do despreparo dos pais, da necessidade de trabalhar ainda com pouca idade, da exploração que sofrem, da influência de companheiros de rua, etc. Falhando a educação doméstica, é certo que dificilmente freqüentará uma igreja e receberá uma formação moral religiosa. Sua última esperança e derradeira oportunidade podem ser algum socorro que receba de sua escola.
Também o ensino religioso não pode ser visto como insubstituível, porque não é a única fonte de conhecimento de valores morais.


COMO AVALIAR AS ESCOLAS?

A maior parte dos estudos demonstra que o que mais faz diferença no desempenho acadêmico de um aluno não é a escola que ele freqüenta, mas o nível socioeconômico dos pais e dos alunos que compõem a sala. Explica-se: as crianças que têm o hábito de ler e observar os pais em trabalhos intelectuais em geral as mais ricas chegam à sala de aula mais preparada do que outras que vivem num ambiente sem estímulos ao estudo. É esse o argumento que justifica o esforço de pagar a mensalidade de uma escola particular, mas os alunos de colégios privados aprendem a ler e escrever quase por osmose.
Feita essa opção, o maior desafio é encontrar um colégio cuja proposta de ensino mais se aproxime dos anseios dos pais. Se o objetivo é preparar a criança para viver no exterior, uma escola bilíngüe oferecerá o melhor resultado. Se os pais valorizam a tradição, provavelmente escolherão um colégio religioso. Há escolas que dão ênfase às artes e aos esportes. No trabalho que relato a seguir, pais e especialistas em educação (que também são pais ou mães e já se viram nessa tarefa de escolher onde matricular seus filhos) destacam as características de uma escola que julgam fundamentais. Em geral vale mais o bom professor do que a estrutura invejável.
É fundamental que a escola enfatize a leitura e recomende ao menos um livro não didático por mês. Olhe sempre se existe um lugar reservado com livros na sala de aula e se há alunos na biblioteca.
Saber se os professores ficam na escola além do período de aula. O tempo extra deve ser usado para preparar aulas, corrigir tarefas e tirar dúvidas de alunos e pais. Esse é um indicador de que a escola se preocupa com seus professores e incentiva o diálogo.
Não se impressione com o rótulo dado ao método de ensino. Na prática, o bom ensino depende mais da formação do professor do que do método sugerido pela escola seja ele tradicional, seja construtivista.

É fundamental que a escola prepare a criança para ter uma visão globalizada. Considero as melhores escolas particulares aquelas que ensinam línguas estrangeiras e vão além, promovendo feiras culturais e viagens de intercâmbio.
Saber quantas horas por ano os professores freqüentam cursos de capacitação. O recomendável é que sejam pelo menos 32 horas. "Abaixo disso, não se pode esperar que um professor desenvolva projetos inovadores".Não se impressione com o laboratório de informática. O importante é que o computador tenha uso pedagógico. Em algumas escolas as crianças simplesmente ficam livres para navegar na internet.

É fundamental ler o programa de ensino da série em que vai matricular o filho. Assim o pai sabe que resultado esperar. Se o texto do programa não for claro ou tiver linguagem muito rebuscada, é bom desconfiar, saber qual a rotatividade dos professores e principalmente do diretor. Se a escola muda de diretor a cada dois anos, é sinal de que há problemas de clima no ambiente de trabalho e isso pode se refletir no ensino.

Não se impressione com o website da escola. O pai precisa observar o funcionamento do colégio pessoalmente, verificando como são as aulas e o recreio.
É fundamental saber a quantidade diária de tarefa de casa. O aluno deve estudar sozinho entre uma e duas horas por dia para compensar o fato de a maioria das escolas brasileiras não ter período integral.

Informar-se sobre a média da escola no Enem e sobre o índice de aprovação no vestibular. Geralmente uma escola que tem um 2º grau forte também tem um ensino fundamental de boa qualidade. Não se impressione com o tamanho do pátio ou do ginásio de esportes. Observe se a escola é limpa e está bem arrumada: é o que importa. Outras amenidades fazem o lugar ser mais aconchegante, mas não são indicativos de um bom ensino.



UMA ESCOLHA CRITERIOSA


1. Conversar com os amigos e buscar referências das escolas de sua preferência, em função da proximidade de casa e do preço da mensalidade.

2. Visitar as escolas pré-selecionadas e pedir para observá-las em dois momentos: durante a aula e no recreio, para notar como os professores cuidam da disciplina nas duas situações.

3. Perguntar quando é a próxima festa ou feira de ciências. É uma forma de saber como a escola complementa o ensino em aula.

4. Pedir para ver o trabalho de um aluno considerado o melhor da classe e de outro que tire notas baixas.



EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE: UM PROJETO PEDAGÓGICO NA ESCOLA

Por meio de um estudo cuidadoso que trabalha as relações entre a experiência de um projeto pedagógico e a sua construção teórica, o autor deste trabalho procura dar ênfase ao papel da educação na emancipação do homem coletivo e não do indivíduo isolado.

A perspectiva do ensino para a diversidade cultural torna-se possível, dessa forma, pelas mediações das experiências concretas, realizadas na prática escolar, de um projeto pedagógico que busca integrar as experiências particulares de uma cultura ao universal da experiência histórica humana.

Ao fazer observações e pesquisas a partir de um projeto pedagógico alternativo de escolas brasileiras de nível superiores, no estado do Piauí, Brasil, o autor enfrenta o debate contra as abordagens reducionistas de identidade cultural que defendem o sectarismo e negam que a identidade e os sujeitos históricos são socialmente construídos nas relações objetivas que travam em seu cotidiano histórico, articulando as experiências particulares e universais, subjetivas e objetivas.

Uma das conclusões a que chego sobre a implementação do Projeto Ensino para a Diversidade, que reflete sua seriedade teórica ao lidar com uma temática tão complexa, é que esse projeto representou um caminho por meio do qual foi possível andar na busca da identidade brasileira, em particular, e dos valores dos seres humanos, em geral, materializando a dialética particular e universal.


EDUCAÇÃO, MERCADO DE TRABALHO E GLOBALIZAÇÃO

Este artigo faz uma análise das novas necessidades requeridas pelo mercado de trabalho para os profissionais da área tecnológica em função dos avanços promovidos pela ciência e das novas exigências dos setores produtivos.

Atualmente o mundo passa por transformações tão rápidas que a cada dia amanhecemos em um planeta diferente daquele em que se adormeceu na noite anterior; assim, o ensino profissionalizante necessita trabalhar com novas variáveis para que os profissionais se realizem como tal e, ao mesmo tempo, possuam condições de inserir-se no mercado.

APRESENTAÇÃO: Por meio de seu trabalho o indivíduo interage com o meio, expressa seus objetivos, propõe alternativas que facilitam seu cotidiano, produz riquezas, reage às mudanças que ameaçam sua sobrevivência.

Devido a tantos componentes que se alteram constantemente, é possível considerar que o trabalho e a formação profissional apresentam-se como parte da identidade do ser humano.

As transformações pelas quais o mundo vem passando apresentam-se com tanta rapidez que vem requerendo novas posturas de educadores, educandos e também dos profissionais em atividade. Os novos processos de comunicação, a velocidade do avanço tecnológico, a automatização dos meios de produção e a queda de barreiras políticas atrelada à formação de novos blocos econômicos promoveram alterações tão radicais, que a era industrial, com seus valores, suas concepções de habilidades e competências, com seus conceitos de desenvolvimento e de trabalho sofisticado, estão se diluindo.

Não há dúvida acerca dos efeitos que estas alterações provocam no cotidiano das empresas, nas escolas e, principalmente, na vida das pessoas.

O cidadão pouco qualificado sofre limitações que não se restringem ao aspecto profissional, mas ampliam-se na direção dos direitos e da formação de sua identidade. Além disso, revela o perfil da sociedade em que vive, expondo o nível de relacionamento desta sociedade com a realidade mundial.

Entende-se, neste artigo, por cidadão pouco qualificado o indivíduo que não possui sólidas e diferentes habilidades e/ou competências adequadas à realidade profissional que vem sendo requisitadas pelo meio produtivas.

PLANETA MUTANTE: No período da Idade Média, o conhecimento estava restrito a uma pequena clientela, a aristocracia, que não necessitava do trabalho para garantir sua subsistência, uma vez que o servo produzia para si e para o seu senhor.

As atividades educacionais durante a Idade Média tinham como objetivo "passar o tempo". A partir das necessidades advindas dos núcleos urbanos, surgidos das feiras de trocas, que tinham como figura central o burguês, habitante do burgo, o comércio necessita de outras mercadorias, que não os produtos agrícolas e requerem outros materiais que não a terra.

Desta maneira começa a surgir uma atividade, primitiva ainda, que pode ser entendida como industrial. Mais tarde, a partir de 1760, a Inglaterra, líder da Revolução Comercial, inicia a Revolução Industrial que permite substituir artefatos de ferro pelos de aço, o petróleo pelo carvão, a tração animal pela máquina a vapor, demonstrando que o conhecimento permite tornar economicamente viável os novos e diferentes formatos de produção.
Após a Segunda Guerra, países procuram agrupar-se em blocos, motivados por crises financeiras e concorrências intercapitalistas, pelos conflitos sociais e pela consciente perda de poder. Em 1948 nasce o Benelux (união alfandegária entre Bélgica, Luxemburgo e Holanda); em 1951 a França e a Itália criam a CECA (Comunidade Econômica do Carvão e do Aço) que dará origem em 1957 ao Mercado Comum Europeu (MCE).

Em 1973 incorporam-se ao MCE países como Inglaterra, Suíça, Irlanda e Dinamarca, agregando 260 milhões de consumidores, com a intenção de se protegerem do mercado composto por 220 milhões de potenciais consumidores dos EUA. As origens da globalização passam por aí!

O Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) que tem por filosofia integrar as três Américas, num mercado de 750 milhões de consumidores, que gira ao redor de US$ 8 trilhões, demonstram a necessidade de produção material e consumo de nossa sociedade. Nesse final de século a força de trabalho será beneficiada apenas se mantiver seus profissionais preparados; e cada trabalhador deve ter em mente que junto com as novas idéias trazidas pela globalização os índices expressivos de desemprego não são exclusividade nacional.
Os profissionais, particularmente da área tecnológica, precisam entender que o conceito de emprego fixo, patrão e salário único saem de cena. Mais deve necessariamente tratar suas carreiras e sua vida produtiva da mesma forma que uma empresa e, como tais necessitam de investimento e administração.

No contexto atual, o conceito de analfabetismo funcional foi enormemente ampliado e a questão a ser analisada deve ser, com aquilo que se sabe, o que é possível fazer no atual ambiente sócio-econômico.

Discorrendo sobre a tecnologia e a educação tecnológica no mundo globalizado existe uma grande força no sentido de fortalecer as desigualdades sociais, esta força poderá ser atenuada a partir de uma ação educacional que trabalhe com a percepção da realidade dos educandos como um todo; uma ação que seja mais humanista e abrangente, que transmita os conhecimentos tecnológicos e informacionais necessários ao desenvolvimento, que possibilite desenvolver capacidades de criatividade e inovação, sendo ao mesmo tempo crítica; uma ação que direcione para o conhecimento das diversidades culturais, do respeito às identidades, e da aceitação do multiculturalismo, além da possibilidade de uma vida humana e pacífica sobre o planeta.

Neste ambiente de globalização, o ensino fica, então, vinculado a um mercado muito competitivo que se modifica em função do avanço tecnológico freqüente e constante; conseqüentemente, esses avanços exigem profissionais capazes e com aptidão intelectual para adaptar técnicas e até mesmo mudar de função ou profissão no decorrer de sua atuação, o que requer uma formação tecnológica que contemple uma sólida base humanista de modo a permitir uma boa integração interpessoal, um bom relacionamento humano, a adaptabilidade a novos e diferentes ambientes de trabalho, repletos de peculiaridades. Antigamente, uma vez que as qualificações dificilmente envelheciam, as exigências eram menores.

Poder-se-ia imaginar que a deficiência material pudesse ser suprida através da compra de tecnologia; desse modo uma formação profissional com característica tecnicista seria suficiente, cabendo aos agentes da educação a responsabilidade pelo desenvolvimento do modelo de produção do país. Um engano.

Ao exigir dos profissionais maiores competências e habilidades, valoriza-se a formação geral, antes desprestigiada, uma vez que a formação técnica e específica era prioritária, pois visava - se unicamente ao aprendizado de um ofício.

Discorrendo sobre o momento atual da qualificação profissional diante da modernização tecnológica, ressalto que um documento, elaborado por empresários detentores dos 20 maiores conglomerados nacionais, afirma que estes: Alinham-se com a tese de que a modernização da produção, entendida, grosso modo, como automatização dos processos produtivos e adoção dos paradigmas organizacionais flexíveis, demanda da força de trabalho novos requisitos que não podem ser obtidos através dos processos tradicionais de formação profissional, derivados dos esquemas de produção organizados em bases tayloristas - fordistas.

A aquisição de tais requisitos dependeria, segundo o documento, muito mais de uma educação geral básica do que de preparação profissional de caráter técnico e específico que vem sendo tradicionalmente oferecida à mão-de-obra brasileira mais diretamente envolvida com a produção.

Os estudos realizados nos E.U.A demonstram que os ambientes atuais de trabalho, tecnologicamente sofisticados, requerem novos conceitos de eficiência dos funcionários, valorizando - se a criatividade, a flexibilidade e até mesmo a intuição, valores opostos aos padrões de antigamente, quando um "mega" profissional era aquele que levava para casa serviços extras, trabalhava nos finais de semana, sacrificando-se como ser humano em troca de um salário maior.
O significado do termo competência, contrariamente ao que ocorria no passado, não se limita à obediência de regras básicas ou normas técnicas, mas toma forma a partir de um princípio segundo o qual o sujeito deve possuir, simultaneamente, atitudes difíceis de serem medidas, tais como criatividade, sensibilidade, visão.

A formação de um profissional que atenda aos padrões de competência, conforme descritos anteriormente, deve proporcionar condições de torná-lo capaz de se adaptar a novas situações e a diferentes funções. Além do conhecimento profissional e técnico, deve possuir aptidão intelectual para dominar outras técnicas, apreender valores diferentes dos seus, entender e fazer-se entendido, trocar idéias e superar divergências.

Assim, estas distinções entre os conceitos de competência atuais e do passado, tornarão os profissionais mais instrumentalizados para atuar nos diversos ambientes geopolíticos em consolidação que não reconhecem barreiras econômicas, culturais, religiosas, raciais.
As escolas, infelizmente, não conseguem formar profissionais que atendam às necessidades dos inúmeros segmentos do mercado, na mesma velocidade com que a tecnologia avança, particularmente a da informação e também a produtiva, das máquinas-ferramenta; além do mais, as instituições de ensino não devem se restringir ao simples ato de treinar, uma vez que esta atitude cerceia a criatividade, reduz as possibilidades de autonomia e, como decorrência, enseja a falta de flexibilidade do trabalhador.

Novos procedimentos adotados às atividades da produção implicam poucas chances para se manter postos de trabalho; por isso, enquanto uma nova postura não for assimilada pelos agentes de educação da área tecnológica, visando à versatilidade e a uma grande capacitação técnica, pouquíssima profissionais estarão aptos a passar por este funil imposto pela atual revolução tecnológica, existe no mundo ao redor de duzentos milhões de computadores e há previsão de estarem em funcionamento, até a virada do século, dois bilhões destas máquinas, diversos cientistas da computação anseiam pelo dia em que as máquinas ditam inteligentes serão suficientemente sofisticadas, desprezando, inclusive, a intervenção humana.
Procurando analisar a educação profissional quanto aos novos requisitos, as organizações produtivas consideram existir uma tendência na qual os recursos econômicos, como matéria-prima, capital e recursos naturais, perderão espaço para o "ouro moderno", o conhecimento.

A pesquisa, realizada pelo autor deste artigo, indicou ainda que o autoconhecimento, aliado à habilidade interpessoal é fundamental, uma vez que os projetos desenvolvidos pelas organizações dependem do trabalho em equipe e é imprescindível saber lidar com as frustrações, vaidades e também estimular os talentos. Habilidade interpessoal deve ser entendida como a capacidade de o indivíduo relacionar-se satisfatória e produtivamente com todas as pessoas envolvidas no processo, nos diversos níveis hierárquicos das organizações.
Neste estudo também foi apurado que as empresas se ressentem da falta de trabalhadores adequadamente treinados e que algumas competências requeridas poderiam ser trabalhadas, tais como:

1. desenvolver o pensamento criativo, no sentido de que o educando entenda que uma atuação profissional implica entender o todo e utilizar esta visão ampliada nas suas atividades no mundo do trabalho, procurando formas construtivas de desafiar o formato usual de ver as coisas.

2. trabalhar o pensamento analítico, utilizando métodos que permitam ao futuro profissional perceber semelhanças em questões aparentemente não relacionadas, e perceber, também, de que maneira elas realmente se relacionam.

Os profissionais da educação industrial, que se utilizam novas tecnologias, existem uma tendência de as empresas de grande e médio porte executarem parcerias, na forma de subcontratação, com as de pequeno porte. Estas são supridas com pedidos de produtos específicos e serviços qualificados; assim a globalização, um processo, permitirá o surgimento e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas; portanto, neste cenário em que o Brasil procura se fixar é necessário preparar futuros empreendedores, uma vez que não existirão empregos, na concepção antiga do termo. Entende-se por empreendedores aqueles que compartilham suas perspectivas, seus talentos e seus desejos de realizar com outras pessoas, estas últimas entendidas como capital produtivo, que transformam a imaginação e os sonhos em bens de capital.

Entretanto, não podemos fechar os olhos ao avesso dessa pretensa modernidade, visto que não existe país avançado e moderno quando não é possível educar para o futuro toda uma população, ou ainda faltar condições financeiras, materiais e técnicas aos profissionais da educação.

A educação tecnológica, voltada para o setor produtivo, vem, portanto, passando por reestruturações, que vão desde a fase quase artesanal do Império até a que se a incorporar novas técnicas. É importante dizer que a flexibilização de ordem coletiva permite regular as atividades profissionais em função das atividades econômicas, a partir da ampliação da capacitação operacional dos envolvidos, sendo possível o seu deslocamento para outras funções, ao longo das linhas de produção, desta forma, é perfeitamente viável incorporar ao sistema produtivos equipamentos que não absorvam tecnologia de ponta em razão de questões mercadológicas, de qualquer forma, a versatilidade contribui para aumentar o conhecimento de tecnologias antes desconhecidas, criando mão-de-obra polivalente.

Não me refiro à flexibilização de ordem coletiva feita através de novos arranjos que posicionam um mesmo operário na supervisão de diversos equipamentos; criando assim um taylorismo flexível que acaba por manter o sistema clássico de fluxo contínuo das linhas de produção e fracionamento do trabalho. A integração entre os diferentes setores da produção, manutenção, controle do processo produtivo e da qualidade do produto, além de requisitos de ordem comercial (tais como o cumprimento de prazos, custos, concorrências), tornam a visão de conjunto, fundamental; e isso não tem ocorrido nas escolas profissionalizantes, nas quais apenas as novas técnicas têm sido incorporadas.

A partir dessa nova ordenação, que no decorrer do tempo é absorvida pelas empresas, os saberes passam a ser quantitativa e qualitativamente mais exigidos, por ser necessário maior conhecimento para a atuação flexibilizada.

A questão da empregabilidade, entendida como a "capacidade de expandir alternativas de obter trabalho remunerado sem a preocupação de trabalhar com vínculos empregatícios" e que transforma o profissional no próprio negócio, capaz de ter inúmeros patrões, além de gerar inúmeras fontes de rendimento e de despertar o interesse de diferentes organizações que vêm se reestruturando para o futuro, precisam ser objeto de muita reflexão nos programas de formação tecnológica.
É importante observar que não só a questão da tecnologia incorporada aos meios de produção é a causa da troca da mão-de-obra humana pelas máquinas e pelos computadores, como também que questões de ordem estrutural criadas a partir do, já discutido, processo de globalização e da abertura econômica, modificam a distribuição do trabalho e dos custos da produção, gerando desemprego. Além disso, as novas formas de contratação de serviços profissionais regidas por entendimentos mais ou menos flexíveis também interferem na geração ou eliminação de postos de trabalho.


EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA


São Transformações significativas estão ocorrendo em todas as áreas do conhecimento com um desenvolvimento científico e tecnológico que aproxima de forma inexorável potências humanas e máquinas. Os sistemas de comunicação ganham especial impulso com este desenvolvimento e passamos a viver numa sociedade da comunicação generalizada, numa sociedade rede.
Um mundo em transformação: Vivemos um momento especial da história da humanidade. Grandes transformações estão ocorrendo em todo o planeta, com grande velocidade e difícil dimensionamento.
Um dos conceitos chaves deste mundo contemporâneo é conceito de rede. Este não é um conceito novo que surge somente neste final de milênio. No entanto, é a partir da segunda metade deste século ele passa a ganhar uma dimensão mais planetária, ampliando-se de forma considerável. É importante aprofundá-lo articulando-o com o desenvolvimento crescente das tecnologias de comunicação e informação para, com isso compreendermos sua relação com a educação.
Com este impulso, novas formas de comunicação foram introduzidas e, hoje, discute-se a televisão segmentada, a televisão interativa, o telecomputer, a automação dos sistemas informacionais, as sinergias e megafusões de grandes empresas do mercado audiovisual e de comunicação.
Estes intensos movimentos de transformações fazem com que atualmente uma única geração seja capaz de acompanhar o nascimento e a morte de uma tecnologia.
A enorme diminuição dos custos dos equipamentos eletrônicos foi dando outro significativo impulso na área, com reflexos em toda a sociedade. Simultaneamente desenvolvem-se os equipamentos de conexões (comutadores, hubs, fibras, modens) e a indústria do software também busca atingir outro patamar e desenvolve-se de forma acelerada, dando especial ênfase ao desenvolvimento de programas para serem usados nas redes.
A Internet passa a fazer parte da realidade do mundo acadêmico e, rapidamente, vai se despontando como importante elemento de conexão entre equipamentos e, com isso, introduzindo novas formas de se produzir conhecimento e cultura. Ao estabelecer estas conexões entre equipamentos, estas redes começam, também, a estabelecer os links entre diferentes culturas que agora passam a ter a possibilidade, pelo menos potencial, de se comunicar, se expor, de intercambiar multi-relações entre sujeitos e máquinas.


A ERA DA INFORMAÇÃO: ECONOMIA, SOCIEDADE E CULTURA

O papel das telecomunicações na criação do espaço urbano é considerado como característica básica das redes de telecomunicações a conexidade, a conectividade e a homogeneidade. Um exemplo de uma rede fortemente conexa seria a rede viária dos países desenvolvidos.
A conectividade é a ligação entre os elementos deste sistema, que nos remete á idéia de circulação. Outra característica das redes é a homogeneidade, envolve a idéia de correlação espaço-temporal e traduz a coerência no tempo ou em um espaço das entradas e saídas entre os elementos do sistema.
As tecnologias na sociedade contemporânea buscam compreender melhor quais são as características que constituem o paradigma da tecnologia da informação. Para ele, são cinco estas básicas características. A primeira é que a informação é a própria matéria bruta deste paradigma tecnológico. Um segundo elemento característico é a penetração dos efeitos das novas tecnologias. A terceira característica, que é umas das mais fundamentais é a existência de uma lógica própria das redes de comunicações. As demais características são a flexibilidade e a convergência das tecnologias específicas num sistema altamente integrado, no qual, cada tecnologia separadamente, torna-se absolutamente indistinguível.



IMPASSE PARA A EDUCAÇÃO

Este novo paradigma tecnológico, com a informatização veloz e quase generalizada da sociedade está presente em todo o mundo e, mesmo em países como o Brasil, onde as desigualdades sociais e regionais são muito grandes, ele é determinante, principalmente em termos de mercado de trabalho nos grandes centros urbanos.
Países como o Brasil, vivem contradições profundas em seus sistemas sociais ao mesmo tempo em que estão inseridos plenamente nos mercados planetários, em determinadas e específicas áreas. Sem dúvida, o exemplo mais significativo em todo o mundo está relacionado aos sistemas de comunicação e informação. Em relação a isso, o Brasil está plenamente inserido neste mercado planetário, estando o maior grupo de comunicação brasileiro - a Rede Globo de Televisão - associado a um dos cinco maiores conglomerados de comunicação do mundo.
Obviamente quando pensamos no sistema educacional, a situação é absolutamente diversa. Esta distância entre o mundo da informática e da comunicação com o mundo da educação é muito grande, induzindo-nos a pensar na quase existência de um impasse. Tem sentido continuarmos investindo neste sistema que não consegue dar conta destas transformações? Está claro que necessitamos de muito mais do que simplesmente aperfeiçoar o sistema educacional. O momento exige a sua profunda transformação estrutural deste sistema. Uma transformação, que passa, necessariamente como venho expondo aqui, pela sua maior articulação com os sistemas de informação e comunicação.
Assim, a transformação do sistema educacional passa, necessariamente, pela transformação do Mestre. Não podemos continuar pensando em formar Mestres com teorias pedagógicas que se superam quotidianamente, centradas em princípios totalmente incompatíveis com o momento histórico. Nossos currículos, programas, materiais didáticos, incluindo os novos e sofisticados multimídias, softwares educacionais, vídeos educativos, continuam centrados em três grandes falácias, insistimos ainda que a aprendizagem deve se dar sempre do concreto para o abstrato, do próximo para o distante e do fácil para o difícil.

Mantendo esta perspectiva, evidentemente não conseguimos compreender as transformações contemporâneas que estão modificando todos os campos, do trabalho, do lazer, do social, do saber e, seguramente, também da educação. Continuar adotando esta perspectiva é desconhecer completamente as transformações que estamos vivendo no mundo contemporâneo e os novos elementos que estão fazendo parte da realidade de nossos jovens e adolescentes.

Compreender os novos processos de aquisição e construção do conhecimento é básico para tentarmos superar este impasse. Esta compreensão, por outro lado, empurra-nos necessariamente para considerar como fundamental a introdução das chamadas tecnologias da comunicação e informação nos processos de ensino-aprendizagem.
No entanto, a pura e simples introdução destas tecnologias não é garantia desta transformação. Esta introdução é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente para que tenhamos um sistema educacional compatível com o momento histórico.


ALGUNS ASPECTOS QUE MERECEM DE REFLEXÃO

Os problemas que as instituições de ensino técnico-profissional enfrentam podem variar de carreira para carreira ou até mesmo de acordo com enfoques diferentes dados para a mesma carreira (ênfase em automação, em automobilística, etc.); mas há certos aspectos que podem ser tratados de modo comum e que diversos pesquisadores têm destacado para uma competente atuação profissional, face às necessidades atuais.

Pelo exposto, outras atitudes, além do sólido conhecimento técnico, precisam ser desenvolvidas pelas agências de formação profissional:
1. As questões curriculares e pedagógicas precisam ser tratadas de maneira que possam estar aliadas às questões estruturais devidamente contextualizadas. É fundamental a integração dos estudantes à cultura socio-econômica e de trabalho, sem que exista a criação de uma estrutura artificial e falsa criada pelas instituições de ensino profissional a "proteger" os futuros profissionais.

2. É necessário desenvolver nos estudantes a capacidade para executar tarefas em equipe, e não em grupo.

3. Indivíduos empreendedores e talentosos necessitam desenvolver a sua capacidade de independência, de auto-realização e de segurança para tomar decisões e resolver problemas. Precisam aprimorar a sua habilidade de criar, vendo aquilo que os outros não vêem; ou seja, devem visualizar o que parece estar ausente.

4. É importante para o profissional possuir autonomia para obter e tratar informações.

5. O processo educacional deve ir além do aprendizado de um conjunto de conhecimentos tecnológicos e procedimentos de trabalho de um segmento profissional.
É necessário desenvolver atividades multi e interdisciplinares. Devem, portanto, ser contemplados conteúdos que envolvam gestão e novos conceitos empresariais, habilidades e capacidades cíveis, tais como: respeito pelos outros e por si próprio, honestidade e integridade, compreensão multicultural, resolução de conflitos e negociação.

6. As instituições de ensino profissional necessitam, de maneira urgente, trabalhar mais próximas dos setores produtivos, além de propiciar condições para tornar seus educadores mais hábeis, tanto no uso das novas tecnologias quanto da psicologia educacional atualizada.

7. Os Mestres devem ser capazes de mostrar a relação existente entre o ambiente escolar e o mundo do trabalho. Precisam ser mais dedicados à educação e ao ensino.
Desta maneira, ações precisam ser canalizadas no sentido de criar cooperação, além de maior aproximação, entre as escolas técnicas, as necessidades sociais e as empresas. É importante, também, existir a troca de experiências entre empresas e escolas de formação profissional, que, via de regra, estão hermeticamente fechadas para o mundo do trabalho.

A busca de maior qualificação e a requalificação constante dos profissionais hoje deve ser uma prioridade em função dos danos sociais que a sua falta causa aos menos avisados, visto que o ambiente globalizado caracteriza-se por possuir um grau de modificação muito rápido, uma forte concorrência entre as empresas e a violenta competição no mercado de trabalho. Este fenômeno chamado globalização tem colocado desafios que testam tanto a capacidade da empresa nacional de se manter no mercado quanto à dos profissionais em se manter em condição de vender seu conhecimento, uma vez que este novo padrão exige qualidade, flexibilidade e maior produtividade.

Estamos inaugurando uma nova era, em que o referencial é o conhecimento que deve ser algo produtivo, que agrega valor aos produtos e serviços das organizações produtivas. O trabalhador, deste novo tempo, é inovador, criativo, multiespecialista, sabe fazer uso da informação, compartilha com a sua equipe os louros da vitória e discute os motivos das derrotas; e, acima de tudo, sabe que, no mundo globalizado, o seu bem de capital é o intelecto. Globalizar sem conscientização é como não saber onde se está e nem para onde se quer ir.

O saber começa com a consciência do saber pouco. É sabendo que sabe pouco que uma pessoa se prepara para saber mais. Se tivéssemos um saber absoluto, já não poderíamos continuar sabendo, pois que este seria um saber que não estaria sendo. Quem tudo soubesse já não poderia saber, pois não indagaria. O homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura faz e refaz constantemente o seu saber. E é por isto que todo novo saber se gera num saber que passou a ser velho, o qual, anteriormente, gerando-se num outro saber que também se tornara velho, se havia instalado como saber novo. (Sergio Luiz Kyrillos - Mestre em Ciências da Educação).


IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO AFETIVA ENTRE MESTRES E ALUNOS E  DA INTERAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA NA SOLIDIFICAÇÃO DE VALORES MORAIS.

1.INTRODUÇÃO

No âmbito atual, onde determinadas características são identificadas no que tange à nova estrutura econômica e social, devido à globalização, o indivíduo que se forma neste contexto, recebe influência desse meio e participa dessa sociedade com suas ações e reflexões, o que tem sido cada vez mais objeto de interesse e preocupação.

Os dados encontrados na pesquisa bibliográfica visam acima de tudo, delinear o perfil do educando hoje, apontando algumas tendências que permitem ensaiar inferências educacionais que contribuam para abordagem de propostas de construção de valores morais.

Percebe-se, no quadro de características analisadas nesta amostragem, que a criança, com seus medos, sonhos e conflitos pessoais devem ter valores para fundamentar suas ações. E, é neste contexto que se percebe a necessidade de a escola proporcionar juntamente à família as condições ideais para que a mesma possa re-significar a sua realidade construindo a sua identidade baseada em valores que permitam a sua formação sócio-econômico-político-cultural voltada para uma sociedade mais justa e fraterna, entre outros fatores através deste artigo, oportunizar novas reflexões sobre a escola ser um lugar, por excelência, significativo e próprio para que os alunos possam alcançar além de sua autonomia intelectual, e a sua autonomia moral. Alerta também a família quanto o seu papel primordial de ser a precursora na solidificação de valores no educando.

Será discutido o contexto histórico na Educação Infantil, brasileira, Valores: conceito e crise, Valores e Família, O Desenvolvimento Moral numa visão construtivista, bem como a Proposta Metodológica para solidificação na construção de valores Éticos e Morais.

Sabe-se que essa construção requer mudança também, no que se entende por formação do aluno enquanto sujeito de sua própria história. Esta deve ser uma busca para a formação da cidadania: o sujeito que sabe, que faz, que pensa, que se emociona e que pode participar, criticar e conscientemente agir na sociedade em que vive.


2. O CONTEXTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Para compreender a arte no espaço da educação infantil no momento atual, mesmo que brevemente, é preciso situar o panorama histórico ao longo da história da humanidade. Para isso buscou-se explicar esse fato a partir das grandes civilizações, onde a educação sempre foi questionada, a fim de se encontrar soluções para que resolvesse uma questão tão antiga quanto a própria história – a educação.


2.1 EDUCAÇÃO INFANTIL SURGIMENTO

Os fundamentos sociais, morais, econômicos, culturais e políticos da sociedade antiga foram sendo superados desde a instauração da sociedade moderna no século XVI. A constituição de modos de vidas passou a ser exigência do novo contexto social. A burguesia, classe em franca expansão passou a reivindicar formas mais concretas de vida, não mais lhes bastava uma educação dogmática, era preciso recorrer a uma educação que lhes dessem condições de dominar a natureza.

Houve por parte do papado católico e do império, reações contra as tentativas de inovação ocasionadas pela rejeição ao mundo medieval. Nesse contexto, a instrução passou a chamar a atenção, tanto daqueles que desejavam manter, quanto dos que almejavam subverter a ordem vigente. De um lado, os defensores da manutenção da estrutura social e das prerrogativas da igreja reorganizaram suas escolas de modo a garantir uma educação religiosa e a instrução em disciplinas eclesiásticas.

Por outro lado, aqueles que se rebelaram contra a estrutura social vigente, clamavam por uma instrução mais democrática, calcada em modelos populares e modernos, que permitissem ao homem lidar com os novos modos de produção, subvertendo as velhas corporações artesanais, permitindo-lhes descobrir e conquistar a nova sociedade.

Baseado em vários teóricos preocupados em delinear uma nova proposta educativa para adolescentes, jovens e adultos, uns com o propósito de salvar-lhes as almas, através do restabelecimento da disciplina e do ensino do cristianismo, outros na tentativa de lhes garantir uma socialização e um conseqüente domínio das ciências letras e instrumentos de produção.

Entretanto, somente no início do século XVII é que surgiram as primeiras preocupações com a educação das crianças pequenas que foram resultantes do reconhecimento e valorização que as mesmas passaram a ter no meio em que viviam. Mudanças significativas ocorreram nas atitudes das famílias em relação às crianças que, inicialmente, eram educadas a partir de aprendizagens adquiridas junto aos adultos e, aos sete anos, a responsabilidade pela sua educação era atribuída a outra família que não a sua.

Apesar de uma grande parcela da população infantil continuar sendo educada segundo as antigas práticas de aprendizagem, o surgimento do sentimento de infância provocou mudanças no quadro educacional. Começaram a surgir as primeiras preocupações com a educação das crianças pequenas. Campanella (1568-1639), em sua obra "Cidade do Sol", criticou o ensino servil da gramática e da lógica aristotélica e ressaltou a importância das crianças aprenderem ciências, geografia, os costumes e as histórias pintadas nas paredes das cidades.
Podemos constatar que Campanella já demonstrava uma preocupação com a educação da criança pequena e, desde então, podemos verificar, surgiram as primeiras propostas educativas contemplando a educação da criança de 0 a 6 anos.


2.2 A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SÉCULO XVII

Vários teóricos desenvolveram seus ideais sobre educação, incluindo aí a educação para a infância, influenciada por idéias de universalização dos conteúdos da instrução, seu caráter moderno e científico, a didática revolucionária, a articulação da instrução com o trabalho, a importância do trabalho agrícola, sempre marginalizado na reflexão dos filósofos e pedagogos.

MANACORDA 1989, p. 218). Procurou-se rastreá-los enfatizando suas contribuições para o delineamento da educação da criança pequena. Nela, enfatiza a importância da economia do tempo em seu capítulo XIX, "Bases para a rapidez do ensino, com economia de tempo e de fadiga". Organizou a sua didática em quatro períodos considerando os anos de desenvolvimento, quais sejam: a infância, puerícia, adolescência e juventude, sendo que cada um desses períodos durava seis anos. Ao ler o plano da escola materna, pode-se constatar que ele foi elaborado atribuindo aos pais uma tarefa educativa de muita responsabilidade, pois cabia-lhes a responsabilidade pela educação da criança antes dos sete anos.

Todos os ramos principais que uma árvore virá a ter, ela fá-los despontar do seu tronco, logo nos primeiros anos, de tal maneira que, depois apenas é necessário que eles cresçam e se desenvolvam. Do mesmo modo, todas as coisas, que queremos instruir um homem para utilidade de toda a vida, deverão ser-lhes plantadas logo nesta primeira escola.
Ao atribuir aos pais a tarefa pela educação da criança pequena, o que na época representava um grande avanço, pelo fato dos pais, até então, não terem essa responsabilidade, Comênio chamou a atenção para a importância desse período e suas repercussões na vida do ser humano.


2.3 A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SÉCULO XVIII

A busca por uma sistematização definitiva do saber levou o homem desse século a realizar novas tentativas de ação para transmitir às crianças, a "moderna instrução". Carregada, de um conteúdo ‘real’ e ‘mecânico’, isto é, científico-técnico em vista de atividades trabalhistas ligadas às mudanças que vinham acontecendo nos modos de produção.

A revolução burguesa introduziu a necessidade de elaboração de novos métodos educacionais, adequados à nova ordem social e "sob a forma oblíqua do deísmo, primeiro, e depois sob a forma mais crua do ceticismo, a burguesia se esforçou por expulsar a igreja dos seus últimos redutos"). É nesse contexto que destacamos as contribuições de Jean Jacques Rousseau (1712-1772), no delineamento da educação da criança pequena de sua época.
Considerado como uma das personalidades mais destacadas da história da pedagogia, apesar de não ter sido propriamente um educador. Todavia, suas idéias muito influenciaram na educação da modernidade. Foi ele quem centralizou a questão da infância na educação, evidenciando a necessidade de não mais considerar a criança como um homem pequeno, mas que ela vive em um mundo próprio cabendo ao adulto compreendê-la.

Ao ressaltar esse aspecto, direciona a discussão para o reconhecimento da necessidade de se enxergar a infância com um período distinto, que apresenta características peculiares, as quais precisam ser estudas e respeitadas.

Procuram sempre o homem no menino, sem cuidar no que ele é antes de ser homem, cumpre, pois, estudar o menino. "Não se conhece a infância; com as falsas idéias que se tem dela, quanto mais longe vão mais se extraviam". A infância tem maneiras de ver, de pensar, de sentir, que lhes são próprias.

Ainda no Século XVIII, no auge da Revolução Francesa, destacamos a figura de Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), considerado o "educador da humanidade". Influenciado por Rousseau, preocupou-se com a formação do homem natural, contrariamente ao seu antecessor, buscou unir esse homem à sua realidade histórica.

O sistema pedagógico de Pestalozzi tinha como pressuposto básico propiciar à infância a aquisição dos primeiros elementos do saber, de forma natural e intuitiva. Foi considerado um dos precursores da educação nova que ressaltou a importância de se psicologizar a educação e defini-la em função das necessidades de crescimento e desenvolvimento da criança.

Apesar de tê-lo situado no Século XVIII, é importante destacar que suas contribuições foram de grande valia para a estruturação do pensamento educacional do século XIX. Seu exemplo concreto e suas intuições de psicologia infantil e didática constituíram um dos pontos de partida de toda a nova pedagogia e de todo o novo engajamento educativo.


2.4 A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SÉCULO XIX

No século XIX destacamos a figura de Friedrich Fröebel (1782 – 1852), educador protestante alemão que desenvolveu suas teorias arraigadas em pressupostos idealistas inspiradas no amor à criança e à natureza. Foi notadamente reconhecido pela criação dos "Kindergartens" (jardins de infância), nos quais destacava ser importante cultivar as almas infantis e para isso o fundamental era a atividade infantil.

Considerado como o clássico da primeira infância, Fröebel (1988) fez suas primeiras incursões no campo educativo, dando aula em uma escola que fundamentava seu trabalho nas idéias de Pestalozzi. Posteriormente, organizou suas idéias educacionais em vários livros. Essas idéias tiveram uma aplicação prática na primeira infância, mas considerava-se que elas se estendiam a todos os níveis educacionais pois, para ele o conhecimento se dá em:

Exteriorizar o interior, interiorizar o exterior, unificar ambos, esta é a fórmula geral do homem. Por isso, os objetos exteriores excitam o homem para que os conheça, em sua essência e em suas relações; para ele o homem está dotado de sentidos, isto é, de instrumentos com os quais possa interiorizar as coisas que o rodeiam.


Mas nenhuma coisa pode ser mais conhecida quando são comparadas com os seus opostos e se encontram as suas semelhanças, o ponto de união/intersecção. Tanto mais perfeito será o conhecimento de um objeto, quanto melhor se realiza a comparação com o seu oposto e a unificação dos dois.
(PESTALOZZI, 1988, p. 54). Concomitantemente às suas produções teóricas, Fröebel concretizou o seu projeto educativo com a criação do chamado Kindergarten (Jardim de infância), em 1837, em Blankenburg, na Alemanha, desde então, todos os estabelecimentos criados para crianças pequenas passaram a receber essa denominação é, ao mesmo tempo, o máximo teórico do jogo e o seu mais ilustre realizador prático ao compreender o aspecto educativo do brinquedo ou das atividades lúdicas, Fröebel enfatizou seu papel ativo no processo de desenvolvimento na infância, isto é, destacou a auto-atividade como o caminho mais viável para determinação de um processo educacional.

2.5 A EDUCAÇÃO INFANTIL NO SÉCULO XX

Foi no final do Século XIX e no decorrer do Século XX, que aconteceram, na Europa e nos Estados Unidos da América, mudanças significativas no campo educacional. As escolas laicas marcaram a ruptura do domínio da Igreja sobre a educação, reafirmando a hegemonia da burguesia liberal. Um grande movimento de renovação pedagógica denominada movimento das escolas novas, também, aconteceu nesse período.

Nesse contexto destacamos Ovide Decroly (1871 – 1932) que, inicialmente, desenvolveu suas atividades educativas junto a crianças anormais (1901). Sua proposta de trabalho estava alicerçada nas atividades individual e coletiva da criança, sustentadas em princípios da psicologia. Inicialmente, suas experiências foram concretizadas em sua própria residência, onde pôde observar, diretamente, o desenvolvimento infantil.

Em conseqüência, concluiu que o que mais interessa ser conhecido pela criança é, em primeiro lugar, ela mesma, para depois conhecer o meio em que vive. Foi em função dessas conclusões e das características e domínios, que apresentou seu programa de idéias associadas, concebido da seguinte maneira: a criança e suas necessidades; a criança e seu meio.

Partir do interesse da criança significa respeitar o seu desenvolvimento e suas necessidades, é desenvolver uma proposta educativa que considere o seu universo real e respeite seus desejos.

John Dewey (1859 – 1952) denominado como o máximo teórico da escola ativa e progressista foi considerado um dos mais importantes teóricos da educação americana e, por que não dizer, da educação contemporânea. Em sua abordagem sobre educação considerava que o método científico deveria subsidiar o trabalho em sala de aula, de tal maneira que o conhecimento fosse trabalhado de forma experimental, socialmente, desde a infância, com o intuito de torná-la um bem comum.

Partia do princípio de que o caminho mais viável para o aprender é o fazer, isso significou, superar aquela visão de que cabia ao professor a responsabilidade integral pelo conhecimento a ser adquirido pelo aluno. Ao definir os objetivos, o professor poderá dimensionar um plano de ação e, conseqüentemente, os recursos disponíveis, condições, meios e obstáculos para sua exeqüibilidade.
O que mais chamou a atenção foi o fato de que foram os homens que começaram a se preocupar com a educação infantil, uma tarefa atribuída, quase que exclusivamente, à mulher. Vale destacar que dos dez teóricos arrolados, somente um, Maria Montessori, é mulher. É considerada, uma das mais importantes representantes dessa mudança radical que se dá na escola com relação à concepção de ensino e aprendizagem. Seu envolvimento com a educação da criança pequena data de 1907, quando fundou em Roma a primeira "Casa dei Bambini", para abrigar, aproximadamente, cinqüenta crianças normais carentes, filhas de desempregados.

Nessa casa-escola, Montessori realizou várias experiências que deram sustentação a seu método, fundamentado numa concepção biológica de crescimento e desenvolvimento. Por ser médica preocupou-se com o biológico, contudo, não deixou de lado, em seu método, o aspecto psicológico bem como o social. Montessori, ao referir a seu próprio método enfatiza:

Se abolíssemos não só o nome, mas também o conceito comum de método para substituí-lo por uma outra indicação, se falássemos de "uma ajuda a fim de que a personalidade humana pudesse conquistar sua independência, de um meio para libertá-la das opressões, dos preconceitos antigos sobre a educação", então, tudo se tornaria claro. É a personalidade humana e não um método de educação que vamos considerar é a defesa da criança, o reconhecimento científico de sua natureza, a proclamação social de seus direitos que devem substituir os falhos modos de conceber a educação.

Por outro lado, a complexidade e a extensão da obra de Jean Piaget (1896 – 1980), evidencia aspectos que estão mais diretamente ligados à educação, numa perspectiva de ensaio. Criador, como se sabe, de uma epistemologia, "a epistemologia genética" e sempre esteve preocupado em investigar como se dava a construção do conhecimento no campo social, afetivo, biofisiológico e cognitivo, mais especificamente, qual é a sua gênese, seus instrumentos de apropriação e, em como se constituem, sendo as crianças o seu objeto de investigação, para a construção de seu conhecimento científico.

Quanto à aplicabilidade de sua teoria no campo pedagógico, é fundamental reafirmar que esse não foi seu objetivo, seu interesse voltava-se para o campo epistemológico. O próprio Piaget adverte:

Estou convencido de que os nossos trabalhos podem prestar serviços à educação, na medida em que vão além de uma teoria do aprendizado e permitem vislumbrar outros métodos de aquisição de conhecimentos. Isso é essencial.

Mas como não sou pedagogo, não posso dar nenhum conselho aos educadores. A única coisa que posso fazer é fornecer fatos. Além do mais, considero que os educadores estão em condições de encontrar por si mesmos novos métodos pedagógicos.

LERNER. Apud PIAGET, 1994, p. 15) Tratou-se, pois, de constatar, experimentalmente, como se processa a aquisição do conhecimento, evidenciando que esses conhecimentos são mutáveis ao longo de todas as fases da vida humana. Constatamos que para a realização de tal feito, Piaget desenvolveu longos estudos e pesquisas nos mais diversos campos do saber. Somente um estudo exaustivo de suas obras nos permitiria dominar a gama de contribuições, por ele deixado, para que compreendamos suas concepções a respeito da gênese e desenvolvimento do conhecimento infantil.
Por certo, poderíamos destacar, nas obras de Piaget, vários aspectos relevantes para a educação infantil, dentre eles a construção do real, a construção das noções de tempo e espaço, a gênese das operações lógicas.

A preocupação com o desenvolvimento cultural da humanidade, levou Lev Semenovich Vygotsky (1896 – 1934) a envolver-se com a infância, através de alguns estudos que lhe permitissem compreender o comportamento humano, justificou que "a necessidade do estudo da criança reside no fato de ela estar no centro da pré-história do desenvolvimento cultural devido ao surgimento do uso de instrumentos da fala". (REGO. 1996, p. 15), para isso dedicou-se ao estudo da "pedologia" ciência da criança, voltada para o estudo do desenvolvimento humano, articulando os aspectos psicológicos, antropológicos e biológicos.

O caminho trilhado por Vygotsky baseou-se sempre nas contribuições de Marx, buscando sempre compreender o homem em processos constantes de interação social. Vale ressaltar que o interesse por questões educacionais, diferentemente de Piaget, sempre esteve presente em sua obra, sendo considerado por muitos, como que responsável pela elaboração de uma teoria de educação, enquanto atividade sócia - historicamente determinado. Tais processos psicológicos superiores se desenvolvem nas crianças por meio da imersão cultural nas práticas das sociedades, pela aquisição dos símbolos e instrumentos tecnológicos da sociedade e pela educação em todas as suas formas, desenvolvimento e aprendizagem são processos interativos, no entanto, cabe ao processo de aprendizagem, realizado em um contexto social específico, possibilitar o processo de desenvolvimento, o aprendizado pressupõe uma natureza social específica e um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que as cercam.


3. A EDUCAÇÃO INFANTIL BRASILEIRA VALORES: CONCEITO E CRISE


4.1 CONCEITO DE VALORES

Quando se decide fazer algo, está se realizando uma escolha, manifestando certas preferências por umas coisas em vez de outras, evocam-se então, certos motivos para justificar as decisões, os valores, com isso, designa-se em sentido muito amplo tudo aquilo que é bom, útil, positivo, ou algo que se deve realizar.

Valores são também coisas como a justiça, o amor, o prazer, a solidariedade. São critérios segundo os quais se valorizam ou desvalorizam-se as coisas, contudo são também razões que justificam ou motivam as ações, tornando-as preferíveis a outras, por isso os valores reportam-se, em geral, sempre em ações que as justificam.

Dessa forma, dentro de uma sociedade os valores estão presentes com significados dispostos nas entrelinhas, na dimensão entre ações e na construção do pensamento. Portanto, não são coisas, nem simples ideais que se adquirem, mas conceitos que traduzem as preferências.

Assim, existe uma enorme diversidade de valores, os quais podem ser agrupados em:
Valores éticos – referem-se às normas ou critérios de conduta que afetam todas as áreas da atividade humana como: solidariedade, honestidade, verdade, lealdade, bondade e o altruísmo. Já os valores estéticos, esses visam expressões como harmonia, belo, feio, sublime e o trágico.

Em se tratando de valores religiosos, estes estão relacionados com a transcendência do homem encontrados no sagrado, na pureza, na santidade, e na perfeição. E os valores políticos concentram-se na justiça, na igualdade, na imparcialidade, na cidadania, e na liberdade, não podendo ser esquecido a saúde e a força estabilizando os valores vitais.

Contudo, não se atribui a todos os valores a mesma importância, pois na hora de tomar uma decisão, cada ser, hierarquiza os valores de forma diversa. A hierarquização é a propriedade de que tem os valores de se subordinarem aos outros, isto é, de serem uns mais valiosos que outros. As razões porque se fazem são múltiplas.

É através de escolhas de valores que se cria o juízo de valor, ou seja, as idéias sobre os fatos ou atos em função de valores ou preferências. E assim, forma-se a consciência moral, que nada mais é que uma espécie de "juiz interior" que ordena o que deve ser feito, através de um ponto de vista crítico no ato de agir, permitindo um bom convívio social.


4.2 CRISE

O descuido aos valores aparentemente imutáveis a sociedade atual mudou, tem-se uma inversão de papeis e valores, mais informações do que se pode absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico foi grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram com tantas mudanças o normal é gerar confusão e expectativas.

Dessa forma, buscando proteger de forma excessiva os filhos das mudanças, os pais podem impedir o desenvolvimento da maturidade emocional e psicológica, ao invés de desenvolver nos filhos a capacidade de auto-estima e autonomia para escolhas seguras na sociedade a qual pertence. Por outro lado, a família encontra-se num momento de transição ficando assim confusa diante das várias mudanças que vêm ocorrendo na sociedade.

Por isso acaba transferindo a responsabilidade da educação dos filhos somente para a escola que tem agora a função de educar seus filhos e geralmente esta tende a assumir um papel que não é seu, acarretando equívocos quanto à distinção de papéis na construção de valores entre família e escola. Sabe-se que cabe principalmente à família o alicerce de valores e à escola a continuação desta construção e a formação de habilidades para competências na vida adulta.

Portanto, vive-se numa época que aceita como dado adquirido que os valores estão em crise, neste sentido, com certa insistência são feitas duas afirmações similares; a de que não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tudo é relativo, subjetivo e que também não existem mais valores, tudo depende das circunstâncias e dos interesses em jogo.

Com essas afirmações, conclui-se que os valores que tradicionalmente eram dados como imutáveis, ou foram postos em causa, ou foram abandonados, pois o que predomina hoje segundo muitos autores são apenas posições relativistas que variam com as circunstâncias.

No entanto, para explicar esta crise de valores que atravessa todos os domínios da sociedade são apontadas algumas razões como a crítica sistemática que muitos fizeram aos valores tradicionais, que segundo Karl Marx, defende a construção de valores de uma sociedade pela classe proletária, por ser mais humanitária, ao invés de valores típicos da classe dominante privilegiando a mesma, reinante na época.

Já Nietzsche ao falar de crise afirmou por seu turno que não existiam valores absolutos, os valores são sempre produtos de interesses egoísta dos indivíduos, não podendo esquecer das palavras de Freud ao mostrar que os valores morais fazem parte de um mecanismo mental repressivo formado pela interiorização de regras impostas pelos pais.

Em se tratando da crise nos modelos e nas relações familiares, a família é onde, em princípio, qualquer ser humano adquire os seus primeiros valores, por tudo isto, muitos pais manifestam cada vez mais dificuldade em elegerem um conjunto de valores que considerem fundamentais na educação dos seus filhos. Contudo, observa-se que as estruturas familiares estão em crise.

Dessa forma, as profundas alterações econômicas, científicas e tecnológicas que a sociedade moderna tem conhecido não apenas estimulam o abandono dos valores tradicionais, mas parecem ter conduzido a humanidade para um vazio dos mesmos.


5. VALORES E A FAMÍLIA

Ao longo da história brasileira a família veio passando por transformações importantes que se relacionam com o contexto sócio-econômico-político do país. No Brasil-Colônia, identificava-se um modelo de família tradicional, extensa e patriarcal, onde a mulher era destinada à castidade, à fidelidade e à subserviência. Os filhos eram cuidados pelas amas de leite.

A partir das últimas décadas do século XIX, identificava-se um novo modelo de família. A Proclamação da República trouxe a industrialização e a urbanização do país, alterando a família brasileira aos moldes da burguesia européia, trata-se de uma família constituída por pai, mãe e poucos filhos, o homem continuava detentor da autoridade e a mulher passava à rainha do lar, desde cedo a menina era educada para desempenhar papel de mãe e esposa, zelar pela educação dos filhos e pelos cuidados do lar.

O âmbito legal, a Constituição Brasileira de 1988, aborda a questão da família nos artigos 5°, 7°, 201, 208 e 226 a 230. Admitindo no artigo 226 um novo conceito de família peculiar à época: união estável entre o homem e a mulher e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. E ainda reconhece que: os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.

Nos últimas vinte anos, várias mudanças ocorridas no plano sócio-político-econômico relacionado ao processo de globalização da economia capitalista vêm interferindo na dinâmica e estrutura da família e possibilitando mudanças em seu padrão tradicional de organização. Houve um aumento de famílias chefiadas por uma única pessoa, perdendo -se um pouco o foco da família enquanto formador de valores, por não ter mais tarefas coordenadas ao pai e à mãe, e ainda a falta de tempo destes para a educação devida e a correria da vida moderna.

Mostra-se uma preocupação de toda a sociedade, quanto ao dever da família com o processo de escolaridade e a importância da sua presença no contexto escolar, por isso, publicamente reconhecido na legislação nacional e nas diretrizes no Ministério da Educação aprovadas no decorrer dos anos 90, tais como: Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90), nos artigos 4° e 55; Política Nacional de Educação Especial, que adota como umas de suas diretrizes gerais: utilizar mecanismos que oportunizem a participação efetiva da família no desenvolvimento global do aluno e ainda, conscientizar e comprometer os segmentos sociais, a comunidade escolar, a família e o próprio portador de necessidades especiais, na defesa de seus direitos e deveres entre seus objetivos específicos, temos: envolvimento da família e da comunidade no processo de desenvolvimento da personalidade do educando.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96), artigos 1°, 2°, 6° e 12.
Sem falar da recente iniciativa do MEC que instituiu a data de 24 de abril como o Dia Nacional da Família na Escola. Quando os pais se envolvem na educação dos filhos, eles aprendem mais.

Atualmente, como se vê a responsabilidade primária (dos pais) está sendo passada para uma instituição secundária (escola). É preciso alertar que a família independente do modelo como se apresente, é um espaço de afetividade e de segurança.

La Taile (2002) descreve o cenário da educação infantil apontando as duas grandes fontes educacionais da criança: família e escola como agentes que devem tornar claras os valores e definições sobre uma vida plena.

Só não pode ser esquecido que, papel da escola é papel da escola, papel de pai é papel de pai. Ambos precisam definir claramente seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens.
Os laços afetivos entre pais e filhos são dos mais fortes, hoje, sabe-se que o ambiente moral da casa tem grande importância na formação moral das crianças. Os filhos acabam assumindo os valores da família. O papel da escola também é fundamental, mas não pode ser comparado ao da família.

Os filhos são frutos do meio, porém é na relação familiar que os verdadeiros valores se formam e se consolidam de nada adianta os pais darem limites, proibir certas atitudes, cobrar respeito ao próximo, exigir que não falem palavrão, se eles burlam as leis e os valores morais e adotam a postura: "faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço".
Suas atitudes valem mais que mil palavras, devem buscar ações simples e concretas que possam ajudar seu filho a assumir responsabilidades de forma coesa e concreta, pois a criança que aprende a ter responsabilidades desde pequena, enfrenta melhor a escola e a própria vida.

Por outro lado, os educadores têm um papel relevante para com seus alunos, bem como aos seus pais, o papel da liderança dos pais e dos educandos que deve estar presente todo dia na vida das crianças e adolescentes. Declarar valores pessoas e estimular o seu desenvolvimento pode auxiliar nesta tentativa. Em qualquer oportunidade de tempo, desde que seja feito.

6. O DESENVOLVIMENTO MORAL SEGUNDO UMA VISÃO CONSTRUTIVISTA

O desenvolvimento moral é concomitante ao desenvolvimento lógico, com aspectos paralelos de um mesmo processo geral de adaptação, existe uma reflexão consciente da prática passando por estágios, indo da moral heterônoma baseado na obediência à moral autônoma baseada na igualdade baseando-se nas relações sociais. Em um primeiro momento, a relação da criança com o adulto se estabelece na relação baseada na autoridade, em um segundo momento se firma na relação entre companheiros num sistema de reciprocidade. Piaget (1999, p.13), compara o desenvolvimento psíquico ao orgânico em busca do equilíbrio:

Da mesma maneira que um corpo está em evolução até atingir um nível relativamente estável caracterizado pela conclusão do crescimento e pela maturidade dos órgãos, também a vida mental pode ser concebida como evoluindo na direção de uma forma de equilíbrio final, representada pelo espírito adulto.

Este desenvolvimento é explicado pela maturação dos indivíduos, afirmando que a ação humana é desequilibrada a cada instante pelas transformações que aparecem interior ou exteriormente, e a cada nova conduta além de restabelecer o equilíbrio, que se mostra mais estável que o estágio anterior a esta perturbação. A ação humana consiste neste movimento contínuo e perpétuo de reajustamento ou de equilíbrio.

Para uma maior compreensão desse processo de reajustamento, foi dividido o desenvolvimento da criança em fases, já que além de uma constante, existem aspectos variáveis que distinguem uma fase da outra. Afirma ele, que através da análise destas estruturas progressivas de equilíbrio que marca as diferenças de um nível de conduta para outro, desde os comportamentos elementares até a adolescência. Dividindo essas variáveis por fases, que o mesmo as denomina em: anomia, heteronomia e autonomia.


7. PROPOSTA METODOLÓGICA PARA SOLIDIFICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE VALORES ÉTICOS E MORAIS

O desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação, a dimensão planetária dos fenômenos econômicos e culturais, a reestruturação produtiva, a metamorfose do mercado de trabalho, os desafios propostos ao pensamento positivista, a perda de aderência de valores éticos, morais e de tipos de relações antes estruturados são agora, claros indicadores de uma sociedade modificada.

Cabe a escola e família conscientizar o educando a compreender o conceito de justiça, baseado na equidade, a fim de sensibilizar o mesmo da necessidade de se construir uma sociedade justa e mais humana. Adotando por exemplo, atitude de respeito pelas as diferenças entre as pessoas. Respeito esse, necessário para o convívio numa sociedade democrática e pluralista;

Valorizar e empregar o diálogo como forma de esclarecer conflitos e tomar decisões coletivas, assumindo posições segundo seu próprio juízo de valor, considerando diferentes pontos de vistas e aspectos de cada situação;



8. INDISCIPLINA NA SALA DE AULA

A indisciplina manifesta-se de diversas formas na vida de um estudante, e apesar da bagunça e do barulho não serem as únicas ocorrências, são as que mais se destacam na sala de aula. Quase sempre, a indisciplina passa a ser vista como um problema quando a sala começa “a pegar fogo”, ou seja, quando a indisciplina influencia o comportamento dos alunos e é percebida na “falta de atenção” e de forma mais agravante na agressividade. Nessas horas é que realmente a preocupação do Mestre cresce e o faz pensar sobre a indisciplina do aluno.

Na verdade, a indisciplina poderia ser percebida muito antes de tornar-se um problema de comportamento como a bagunça ou a agressividade, que são formas de expressão da falta de respeito com os estudos, o não acompanhamento das aulas já é um forte indício de indisciplina. Se os Mestres partirem do princípio de que todo aprendiz quer aprender (mesmo quando essa vontade está escondida no consciente), então pode concluir o mínimo de organização e disciplina o aluno deve apresentar para alcançar o aprendizado.

A ausência de disciplina e a falta de organização nos estudos começam a aparecer quando o aluno começa a perder a vontade intrínseca de querer aprender, que com o passar do tempo torna-se um enfado, ou seja, deixa de ser vontade e passa a ser quase um sacrifício.


O comportamento é fundamental para o bom desenvolvimento das aulas. Portanto, não pode ser desconsiderado pelos educadores, principalmente quando passa a ser um comportamento indisciplinado. Até porque, muitas vezes, a indisciplina pode ser um indício de alguma carência do aluno como, por exemplo, a falta de compreensão do conteúdo, que ocasiona a falta de interesse por estudar e continuar prestando atenção à aula. Sendo assim, o assunto indisciplina é muito relevante, pois interfere diretamente no processo de ensino-aprendizagem.

A indisciplina dos estudantes pode, posteriormente, ter conseqüências graves para a sociedade, entre elas, a violência, a criminalidade e até mesmo envolvimento com drogas, educadores, pais e alunos podem refletir sobre a indisciplina a partir dos mais variados enfoques, e por isso cada um certamente vai apresentar pontos de vista diferentes. A indisciplina do aluno pode ser conseqüência de diversas situações. E cada uma tem suas razões de existir e as situações devem ser sempre revistas pelos educadores (pais e Mestres).
Neste espaço, abre-se uma discussão para que ampliemos nossa visão a respeito da indisciplina na sala de aula, mais precisamente, o comportamento indisciplinado nas aulas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Partindo do pressuposto que a finalização desse trabalho não é de todo pretensão da busca da verdade, visto que a realidade, a subjetividade e a ciência é hoje em dia, é uma constante a considerar. Por isto, essa análise é uma perspectiva a ser sempre redimensionada em seu tempo histórico e social.
As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Por isso, a educação deve ser pensada não através de suas diversas disciplinas, mas, principalmente, como meio de promover a própria vida.

Infelizmente, o currículo atual da maioria das escolas prioriza o desenvolvimento cognitivo, excluindo a emoção humana e o afeto do processo de aprendizagem.

Esperamos que nossa pesquisa tenha reforçado a necessidade dos Mestres incluírem a dimensão afetiva em sua prática pedagógica, refletindo sobre a mesma e preocupando-se com um futuro mais "humano" para a sociedade.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


CARVALHO, M. G. Tecnologia, desenvolvimento social e educação tecnológica. In: Educação & Tecnologia. Revista Técnico-Científica dos programas de Pós-Graduação em Tecnologia dos CEFETs PR/MG/RJ. 1. ed. Curitiba, 1997, 143 p.

CASE, T. A., CASE, S., FRANCIATTO, C. Empregabilidade: De Executivo a Consultor bem sucedido.São Paulo, Makron Books, 1998, 172 p.
DIMENSTEIN, G. Novo conceito de eficiência. http://www.aprendiz.com.br , nov. 1997.

FERRETI, C. J. Modernização Tecnológica, Qualificação Profissional e Sistema Público de Ensino. São Paulo em Perspectiva, 7 (1): 84-91, jan. /mar. 1993.

FREIRE, P. Comunicação ou extensão? 10.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992, 91 p.

KYRILLOS, S. L. O Ensino Profissionalizante na Área de Mecânica — Novas Práticas Face às Mudanças no Mercado de Trabalho: A Ótica de Professores, Alunos e Profissionais de R.H. (Dissertação de Mestrado, Universidade Bandeirante de São Paulo Uniban), 1998, 139 p.

RIFKIN, J. O fim dos Empregos. O declínio inevitável dos empregos e a redução da força global de trabalho. São Paulo, Makron Books, 1996. 203 p.

SANTOS, F. L. Estratégias de Formação-Visão-Coesão e Posicionamento http://www.centroalt.pt, fev. 1997.

SAVIANI, D. O trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias. In: Novas tecnologias, trabalho e educação.Um debate multidisciplinar. 3. ed., 1996. Petrópolis, RJ, Editora Vozes. 220 p.

http://aaleexandre.blogspot.com/ 



                                  

Francisco Alexxandre
ExpressAlexandre
Minhas Discricionariedades
Outras publicações do autor
Nenhuma publicação disponível
Palavras chaves (Keywords)
Educar  Escrever  Eventos Sociais  Família  Internet  Livros  Governo  Educação / Treinamento  Ajuda pessoas  Extrovertido  Independente  Prático  Tomador de Riscos  Técnico  Gestão de Carreira  Marketing  Coaching  Liderança  Administração  Comunicação  Marketing Pessoal